terça-feira, abril 25, 2006

IMPRESSÕES SOBRE OS FOLGUEDOS DE CARNAVAL II - A Saga continua ...



I - Sinceramente fiquei radiante com a resposta que a Junta de Freguesia/Grupo de Cantares da Bemposta deram ao meu artigo publicado no Jornal “Reconquista”, no dia 31 de Março.
“As imprecisões sobre os folguedos de entrudo” publicadas no dia 13 de Abril no mesmo jornal, deram me um enorme regozijo por duas ordens de razão:
a) o meu desabafo no artigo que redigi teve mais impacto do que eu imaginaria, e portanto, não foi indiferente às pessoas;
b) a minha acção provocou uma reacção, isto é, um movimento activo, e provou-se assim que nem sempre as coisas ficam eternamente inertes. Há momentos que é preciso dar um abanão para que as coisas se desenvolvam e se debatam.

Fui acusado por este grupo de pessoas de enxovalhar a senhora vereadora da Câmara de Penamacor, e que merecia um processo judicial.
Bem, quanto às minhas opiniões são estritamente políticas, e com referências factuais concretas e objectivas, cunhando os meus artigos com a veemência que eu acho mais adequada.
Se essa ameaça é uma forma de me pressionar para que eu interrompa o livre exercício de opinar publicamente, conforme é garantido pelo artº 37º da CRP, estão redondamente enganados, pois isso, só servirá para que eu esteja cada vez mais atento ao que se passa na minha terra e ser cada vez mais activo.
Embora, uma eventual queixa sobre o que escrevi não teria fundamento jurídico relevante, mas se é essa a sua/vossa vontade, avancem!!!
Eu, Bruno Caldeira, assumo todas as minhas responsabilidades nos meus actos, assinando sem complexos os meus artigos de opinião, e não me refujo na facilidade de estar encoberto e semi-incógnito por uma ou mais entidades.
De certo modo, fiquei surpreso com o teor extensivo do artigo a que eu me estou a referir, pois como é sabido, eu critiquei o trabalho do pelouro da cultura da Câmara Municipal de Penamacor e da sua vereadora, e não as pessoas da Bemposta do Campo. E por esse facto tenho enormes dúvidas que esse artigo fosse efectivamente escrito por eles, ou que houvesse vontade autónoma suficiente.
Essa situação faz-me lembrar um excerto da obra do grande filósofo alemão Fredrich Nietzche, “A Origem da Tragédia”: …” também Euripedes foi em certo sentido apenas a máscara, a divindade que falava através dele não era Diónisos, não era também Apolo, mas um demónio recém nascido chamado Sócrates” …
Passe a redundância do termo demónio para este caso em concreto, afinal nesta nossa história, alguém poderá dizer-me quem é aqui o verdadeiro Sócrates????
Reafirmo integralmente tudo o que escrevi nas “impressões”, as minhas opiniões não são manipuláveis porque penso e actuo em conformidade com a minha consciência. E de uma vez por todas, os titulares de cargos autárquicos têm que se habituar a encaixar as criticas que lhe são feitas, e não se vitimarem das suas asneiras, pois se há legitimidade democrática ( por vezes não é bem assim) dos eleitos, o tempo não pode recuar, nem Penamacor deve estar sujeita à aragem da ditadura, urge a necessidade da implementação da democracia participativa, de falar sem medo, é aquilo que eu faço.
Também não posso ser acusado de nada fazer pelo Concelho de Penamacor, orgulhosamente fundei a Associação Domvs Egitanae que tentou incutir um novo rumo, uma nova estratégia para o desenvolvimento de Penamacor, e inclusive fomos elogiados publicamente pela própria vereadora, no Folguedos 2003, por “desenterrar” uma tradição esquecida, “o enterro do entrudo”, contudo sendo uma associação sem fins lucrativos, as nossas acções pareciam “setas” apontadas à ineficácia do pelouro da cultura da Câmara de Penamacor, e a Junta de Freguesia de Bemposta nunca se dignou a ceder um espaço para a Domvs Egitanae, nem mesmo com as minhas denúncias nos órgãos de comunicação social local.
As desculpas para o sucedido na organização dos folguedos deste ano são no mínimo hilariantes, pois só mostram o amadorismo dos organizadores, com um planeamento deficiente e uma ausência completa no controlo organizacional da acção. Mas se todo o mal foi resultante da falta de comunicação entre os agentes, eu próprio posso oferecer, se for preciso, um telemóvel à Junta de Freguesia da Bemposta e outro à Câmara de Penamacor para que as coisas da próxima vez corram melhor.
Era bom que aprendessem com a pedagogia dos seus erros, de forma a corrigir as anomalias resultantes, reflectindo positivamente nas criticas que eu apontei. Ao contrário do que foi dito, e apesar de ser natural da Bemposta do Campo, e com muita honra, eu acredito na salvação do Concelho de Penamacor como um todo, isto é, nas potencialidades das Águas, da Aldeia do Bispo, da Aldeia de João Pires, das Aranhas, da Benquerença, do Meimão, da Meimoa, do Pedrógão de São Pedro, do Salvador, do Vale da Senhora da Póvoa e da Vila de Penamacor, e não entro num provincianismo arcaico, e recuso ceder à prepotência dos pequenos grupos de pressão, porque irei intervir sempre que for preciso, e não tenho que dar satisfações a ninguém do meu livre exercício de cidadania participativa e democrática.

II - Caricatamente foi deturpado o termo que apliquei para caracterizar a maioria das pessoas que integravam o grupo da Bemposta do Campo nos Folguedos deste ano.
É evidente que essas pessoas foram enganadas pelos “sabichões” quanto ao significado real do termo. Porque saber ler, mas não saber interpretar os textos pode dar azo a confusões, e para solucionar esse problema de iletracia, umas aulas de Língua Portuguesa não faziam mal nenhum.
A palavra “velhotes” é um termo carinhoso para tratar as pessoas mais idosas, sobretudo aqueles que passaram pelas contrariedades da vida, pela privação dos seus sonhos e que merecem a minha maior estima. Porque a verdade, velhos são os trapos…e não os velhotes.
É mais um equívoco de quem quer lançar a intriga e a malvadez, pois, a ignorância eu posso perdoar, já perversidade não tolero.
Toda essa manipulação de colocar o termo em questão fora de contexto, jamais seria possível ser intentado à minha saudosa velhota…à minha avó Isaura.
A admiração que eu tinha sobre a minha avó transcendia a minha imaginação, ela era uma verdadeira mulher do campo que amava colossalmente a sua terra.
A eloquência das suas palavras e da sua sabedoria popular faziam dela a primeira diplomata natural que conheci, e a sua perspicácia de reconhecer a mentira era fenomenal. Sendo mulher, num tempo difícil e num espaço dominado por homens, a sua destreza de pensamento e sinceridade da sua forma de estar contribuíam para marcar a sua presença indelével.
Matriarca por excelência, muito liberal para altura, que saudades tenho das suas histórias cantantes junto da lareira, arrepiavam-me de alegria e de êxtase para enfrentar a vida.
Era verdadeiramente arrebatadora a sua presença, e é pena que os seus conterrâneos ainda vivos não saibam distinguir aqueles que estão a cegá-los de falsidades.

III - Por duas vezes foi referenciado nas “imprecisões” a minha desistência à presidência à Câmara Municipal de Penamacor, pelas suas palavras ficou mais frustrada/o do que eu pela retirada da minha candidatura independente, porém a esperança é a ultima a morrer, e quem sabe daqui a três anos, não haverá uma nova candidatura, muita coisa pode acontecer….
Não desespere!!!!!

IMPRECISÕES SOBRE OS FOLGUEDOS DE ENTRUDO


O presente esclarecimento à população de Bemposta e aos leitores do Jornal “Reconquista” vem repor a verdade acerca dos Folguedos de Entrudo de Penamacor que foram alvo de graves críticas na edição de 31.03.2006, desse Jornal, por parte de um conterrâneo nosso, com o título “Impressões sobre os Folguedos de Carnaval”. Afinal quem é esse Senhor? Pelo artigo que escreveu afirma-se como defensor da sua terra e das suas gentes que, segundo ele, foram desprezadas no desfile de Carnaval pela Organização do referido corso.
Seria um bom defensor se as suas gentes, isto é, o Grupo que representou a Freguesia de Bemposta o mandatasse para tal, ou se o que escreveu correspondesse à verdade; o que não aconteceu. Quando se é candidato à Presidência da Câmara e se desiste e se é candidato à Assembleia de Freguesia de Bemposta e se perde as eleições, como aconteceu ao Sr. Bruno Caldeira, tudo serve para denegrir o trabalho do Executivo da Freguesia e da Câmara Municipal. Até os Folguedos de Entrudo!
Sim, porque este e outros senhores seus amigos, tudo fazem para atingir os seus objectivos nem que para isso tenham que recorrer a atitudes menos dignas como a murmuração, a calúnia, a injúria que deixaram bem patentes nas suas impressões e nas injustas críticas à Vereadora da Cultura deste Concelho. Mas que legitimidade assiste a estes senhores para criticarem a Organização deste evento? Eles que não assistiram às reuniões, não deram qualquer sugestão, não participaram num só acto de preparação nem sequer no desfile.
Apenas apareceram para criticar a Organização e supostamente defender os “velhotes e velhotas” da Bemposta do Campo, que felizmente nada têm de velhos, pois têm um espírito mais jovem que alguns jovens que se afirmam como tal. Não precisamos de defesa porque se houvesse alguma razão utilizaríamos a nossa voz para manifestarmos o nosso descontentamento. Já nos habituamos a constatar que os que menos fazem são sempre os que mais criticam. E sem razão!
Não podemos aceitar este tipo de críticas à Organização e muito menos à Vereadora da Cultura tão visada no artigo em causa, tão criticada e enxovalhada e apelidada de marquesa, ditadora e mal educada… Estes enxovalhos mereceriam certamente acção judicial se a Senhora Vereadora não tivesse mais que fazer que preocupar-se com alguns potenciais candidatos. Esta Senhora merece a nossa admiração e respeito pelo trabalho que tem vindo a desenvolver.
No que diz respeito à Bemposta sempre esteve ao lado das nossas gentes, colaborando activamente com o Grupo e incentivando-o sempre a estar presente em todas as actividades concelhias. Os Folguedos de Entrudo deste ano não fugiram à regra. A Vereadora da Cultura esteve em Bemposta para ajudar o Grupo a escolher o tema, planear a sua participação e até ajudar a confeccionar os adereços. Quem melhor que ela teria vontade que o Grupo de Bemposta e todos os outros participassem nos Folguedos de Entrudo?
Se houve algum atraso, (e que mal haverá nisso?) ele deveu-se ao atraso do Grupo da nossa terra, tendo a Câmara Municipal de Penamacor cumprido com os horários de transporte, feito várias tentativas de contacto com o grupo, sendo infrutíferas por falta de comunicações. É verdade que o Grupo de Bemposta não chegou a tempo de participar no desfile mas entrou na festa, fez a sua representação em palco (a mais longa de todos os grupos!) divertiu-se e teve toda a atenção do público, da Vereadora da Cultura e da Câmara Municipal no seu todo.
Por isso não precisamos de “advogados de defesa”. Deixem em paz quem trabalha, não semeiem mais ódios nem fomentem politiquices.
E já agora critiquem menos e façam mais.
Junta de Freguesia / Grupo de Cantares da Bemposta
in Jornal "Reconquista" 13.04-2006

IMPRESSÕES SOBRE OS FOLGUEDOS DE CARNAVAL


Realizaram-se mais uma vez os folguedos de Carnaval em Penamacor, no dia 26 de Fevereiro, no domingo que antecede a terça-feira de Carnaval. Diga-se em abono da verdade que esta iniciativa da Câmara Municipal de Penamacor é muito meritória pois teve condão de despertar a criatividade por parte das Juntas de Freguesia, associações ou de outros agentes culturais do concelho, e o desfile dominical é sem dúvida alguma o ponto alto de meses de intenso trabalho, de pessoas dedicadas a esta causa, a causa de mostrar a sua freguesia…na sede de concelho.
Neste ano várias preocupações sociais surgiram como forma de manifestação no cortejo carnavalesco - o encerramento das restantes escolas primárias ou nos cortes sociais, nomeadamente na saúde, às populações mais desfavorecidas como acontece neste concelho.
Se há o mérito na implementação desta iniciativa pela actual edilidade penamacorense, porém este ano registou-se um grande decréscimo em termos de participantes, inclusivamente a freguesia do actual presidente da Câmara esteve ausente, e a aldeia mais pequena do concelho, a Bemposta do Campo, que tinha o maior número de participantes foi contemplada pela organizadora-mor, a vereadora da cultura por um enorme desprezo, iniciando o cortejo sem que todas as freguesias estivessem presentes.
É lamentável este tipo de actuação por uma pessoa que teve o mérito implementar algumas (poucas) iniciativas engraçadas de ajuntamento popular, mas peca pela repetição, numa enorme falta de criatividade e essencialmente tem uma ausência descomunal de uma visão moderna do que é efectivamente uma política cultural virada para o desenvolvimento do concelho.
Algo de grave se passou na organização deste evento, o acto que protagonizou o pelouro da cultura da Câmara, revela um egocentrismo aberrante e uma falta de senso e de respeito pelo trabalho dedicado pelas velhotas e velhotes da Bemposta do Campo. É verdade que errar é humano, contudo não posso deixar de mostrar o meu manifesto de discordância, pela falta de humildade e civismo por parte desta vereadora, que quando indagada por um natural da Bemposta foi muito mal educada, invocando desculpas fora do contexto, culpando os participantes e organizadores do corso da Bemposta, e outros que nada tiveram haver com isso.
O certo é que o pelouro da cultura era o organizador oficial dos folguedos, e é muito feio culpar os outros pela organização que lhes pertencia. É claro que a actual vereadora da cultura está cansada, irritada e a perder faculdades… pelo menos de organização num sector que deveria ser considerado vital na evolução do concelho, devido à riqueza histórica e natural do concelho.
Por fim, a chefe do pelouro da cultura não se pode considerar enganada nem ultrajada, por aqueles que pensam e agem culturalmente diferente dela, porque não pode actuar para todos os agentes culturais, como uma “marquesa” ou como uma “ditadora”, há quem não goste e revolte-se perante tais actos, mesmo que isso implique um revés na sua acção dinamizadora.
Porque há projectos, há modos de pensar e de intervir que poderão ressuscitar!!!
Nota: Estranho que este acontecimento trágico - cómico dos folguedos de 2005, que foi comentado por todo o concelho num ápice, não tenha tido repercussão nos órgãos de comunicação social local.

Nota de Redacção - Os comentários efectuados por este senhor são da sua responsabilidade e, por isso, não nos competirá a nós intrometer-nos nas questões políticas locais. Já relativamente à nota final, cumpre-nos informar (os nossos leitores) que na época do Carnaval, como devem calcular, as inúmeras festividades são humanamente impossíveis de acompanhar por uma Redacção de jornal na sua totalidade e ao pormenor. Limitando-nos por isso a notas soltas, acompanhadas de fotografias, sobre os corsos realizados ao longo da área geográfica a que damos cobertura noticiosa.
in Jornal "Reconquista" de 31.03-2006

terça-feira, junho 28, 2005

BRUNO CALDEIRA DESISTE DA SUA CANDIDATURA À CÂMARA MUNICIPAL DE PENAMACOR


ULTIMA NOTÍCIA: Bruno Caldeira desiste da Câmara Municipal de Penamacor.
Como todas as notícias, como todos os projectos há sempre estórias secretas e estratégias por revelar.
Depois das eleições autárquicas algo será desvendado.

quarta-feira, março 30, 2005

DECLARAÇÃO DE APRESENTAÇÃO DA CANDIDATURA DE BRUNO CALDEIRA À PRESIDÊNCIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE PENAMACOR


O concelho de Penamacor tem sido alvo de uma acentuada desertificação e de um claro desinvestimento nas suas infra-estruturas por parte dos agentes políticos responsáveis
Assim, nos últimos anos, e até mesmo décadas, os eleitos escolhidos e sufragados pelo povo de Penamacor nunca conseguiram dar a volta à deprimente situação sócio-económica da sua terra.
Os sucessivos falhanços dos vários elencos autarquicos estão a por em causa o futuro das nossas gentes com a sua falta de rigor e organização, e bem como, uma insolúvel inércia em aplicar com objectividade os projectos mais prementes ao desenvolvimento concelhio.
A história secular do concelho de Penamacor exige que sejam honrados esses pressupostos que colocaram a nossa terra, numa das fortalezas de defesa mais importantes do nosso país.
Contudo, com o passar das brumas do tempo, a vassalagem prestada e o pouco arreganho que foi produzido na defesa dos nossos interesses, dos interesses do povo de Penamacor, conduziu, como todo o interior, para um profundo envelhecimento e solidão.
Portanto, para continuar a homenagear esta terra que já foi valiosa, é urgente participar na primeira linha da discussão do Portugal Regionalizado, ou seja, aproximar os centros de decisão e políticos para junto das populações locais.
A luta pela regionalização séria, concreta e útil deve constar das prioridades da Câmara Municipal de Penamacor, em vez de estar inserida em “clubes de vaidades” e pactuar com a desconexão desenfreada de comunidades artificiais.
A regionalização que é sem dúvida alguma, uma das reformas mais importantes do Estado, tem que ter o máximo de empenho daqueles que mais a necessitam.
Com a aproximação do referendo sobre o Tratado Constitucional Europeu, que é mais um passo na construção da nova Europa, aonde apenas é visualizado, pela esmagadora maioria dos políticos portugueses, os fundos de coesão, que na realidade foram mais uma oportunidade perdida, em especial para o interior.
A falta da visão europeísta, a descrença por este projecto de cidadania europeia, fez que muitas oportunidades de cooperação fossem abortadas devido à ausência de uma verdadeira perspectiva inovadora e transcedente.
Para um município como Penamacor que perdeu e está a perder sucessivamente os desafios a que se propôs, e sendo caracterizada por uma economia muito débil, a sua interacção de desenvolvimento municipal deverá assentar essencialmente nas seguintes políticas:

I- ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL
II- DESENVOLVIMENTO CULTURAL
III- RELAÇÕES INTERNACIONAIS
IV- PROTECÇÃO SOCIAL
V- FORMAÇÃO AO LONGO DA VIDA

I- ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL

Sendo o concelho de Penamacor constituído por 12 freguesias, em que cada uma preserva uma identidade muito própria, com tradições e costumes peculiares, fazem parte de uma riqueza global que valoriza o património de todo o concelho.
Assim, a estruturação do projecto de desenvolvimento do município de Penamacor deve atender a todas as potencialidades cujos seus recantos brotam, tendo sempre em consideração o valor da comunhão de esforços, em detrimento das medidas populistas e desorganizadas que estão agora em voga.
As tentativas de desacreditação do sector público, por algumas correntes ideológicas que o tentam verga-lo ao seu minimalismo, não pode ser contra-balanceado com a insensibilidade despesista do descontrolo das contas públicas.
A importância da Câmara Municipal de Penamacor como o maior empregador e impulsionador da economia, jamais poderão estar sujeitos a derrapagens financeiras, especialmente, quando a criação de equipamentos sociais dignos desse nome, praticamente não existem.
O sector público, vulgo, Câmara Municipal, não deve continuar a dar mais maus exemplos ao seu minúsculo sector privado; ele tem que ser um parceiro privilegiado para o impulso que todos nós esperamos.
A reorganização dos serviços é fundamental para o bom funcionamento de toda a estrutura camarária.
Que haja finalmente competência e que se governe para o futuro.




II- DESENVOLVIMENTO CULTURAL

A aposta no turismo tem sido alvo de grande incidência de alguns municípios vizinhos de Penamacor.
Acontece que a evolução neste tipo de actividade está segmentada em vários níveis de aptidão.
O estado turístico de Penamacor é deveras primitivo, e não se compreende o estabelecimento, ou o projecto, ou mesmo a intenção de construir uma unidade hoteleira, quando tudo ainda está por criar e por inventar.
Está por criar equipamentos que prendam os forasteiros aos tesouros da nossa terra.
Está por inovar os eventos culturais que façam os turistas conhecer o concelho de Penamacor.
A divulgação da ancestral e da nova riqueza cultural tem que fomentar o marketing do concelho para fora da sua área de influência, mormente nos grande circuitos de distribuição turística, acompanhada com uma grande dose de imaginação e sofisticação de forma a compensar os anos de atraso em relação aos seus directos competidores.
Em suma, só com o desenvolvimento cultural, só com o desabrochar da riqueza natural e patrimonial se poderá evoluir para outras actividades adjacentes.

III – RELAÇÕES INTERNACIONAIS

A promoção do concelho de Penamacor para além das suas fronteiras, pode ser feita de várias formas, contudo, para certos segmentos de negócio e de reciprocidade cultural, o recurso à diplomacia é um dos factores fundamentais para se conseguir os seus intentos.
Não se trata apenas nos encontros transfronteiriços , exige-se algo mais vasto e consistente, e que se eleve por toda a Europa, em particular, no aumento dos índices de cooperação com os países nórdicos, paradigmas da social democracia que consiste na dignificação e na educação do ser humano como mais valia da sociedade.
Os encontros formais ou informais, e a germinação entre vilas e aldeias da Europa são um bom tónico para afirmar o novo espírito europeu e solidário.
È a grande aposta!!


IV – PROTECÇÃO SOCIAL

A esmagadora maioria da população do concelho de Penamacor é idosa, e é dever da sociedade compreender e dignificar os seus ultimos anos de vida.
Aqueles que sempre permaneceram fiés à sua origem que mantiveram interruptamente os seus laços com a sua terra, devem ser compensados pela sua lealdade, mas acima de tudo porque são portadores de uma riquissima experiência de vida e símbolos vivos do nosso património.
É no findar das suas vidas que se deve ter mais atenção e cuidados, isto é, as relações devem-se humanizar cada vez mais.
Pretende-se portanto que toda essa compreensão e estima junto deles, incuta-lhes, uma vontade imensa de continuarem a serem úteis, porque afinal, velhos são os trapos.

V – FORMAÇÃO AO LONGO DA VIDA

O nível de formação de cada sociedade é revelador da sua evolução social.
No entanto, não se pode apenas entender a palavra “formação” ao restrito âmbito profissional. Formação ao longo da vida, consiste em desenvolver uma série de competências e valores que solidifiquem o homem como ser social, ou seja, que vá desde do bom profissional ao bom cidadão que contribua para a construção da democracia participativa.
A constituição de acções de formação, reciclagem ou de reconversão dos seus funcionários e municipes é concerteza um dos objectivos de uma autarquia moderna.

Certos valores que a prática da gestão política e administrativa raramente admitem como o pragmatismo, a racionalização de recursos, a responsabilidade, o espirito de cooperação são caracteristicas a ter cada vez mais em conta.
Ciente das dificuldades originadas por uma deficiente gestão autarquica, atento aos preconceitos, mas com a ambição de renovar a atitude sociológica do concelho de Penamacor, na transformação da sociedade envolta nos princípios da social democracia nórdica e emanado pela motivação e pelas propostas anteriormente expressas, declaro hoje, e aqui, que serei candidato a Presidente da Câmara Municipal de Penamacor nas próximas eleições autarquicas.